Conduzimos o eficiente e urbano Mercedes Classe B 250e

  • Virgílio Machado
  • 7 mai, 23:30

Classe B híbrido plug-in é um familiar de referência que aposta na versatilidade e funcionalidade

A evolução da tecnologia híbrida plug-in é algo que tem contribuído para permitir compatibilizar a performance com a eficiência, campo onde a Mercedes tem conseguido um bom compromisso, como é o caso do Mercedes Classe B 250e.

Este modelo de entrada de gama da Mercedes, a par do Classe A, conta com um motor a gasolina de 1.3 litros de quatro cilindros associado a um motor elétrico de 75 kW, que serve também como motor de arranque do motor de combustão, permitindo alcançar uma potência combinada de 218 cv (160 kW) e um binário máximo de 450 Nm.

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O motor elétrico é alimentado por uma bateria de iões de lítio com 15,6 kWh de capacidade, que pode ser carregada numa Wallbox de 7,4 kW com corrente alternada (AC) em 1h45min. Já com corrente direta (DC), a bateria pode ser carregada dos 10% até aos 80% em apenas 25 minutos.

A bateria permite uma autonomia máxima anunciada em modo puramente elétrico até 67 km, em ciclo WLTP, apesar de no teste realizado termos ficado ligeiramente abaixo, até porque é bom lembrar que a autonomia elétrica depende sempre do tipo de condução que realizamos e da forma como pressionamos o acelerador, sendo certo que no trânsito intenso das grandes cidades conseguimos melhores prestações.

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Desta forma, não será de estranhar que no final de alguns dias de utilização com deslocações de casa para o trabalho, com passagem pela escola dos mais jovens e com deslocações aos supermercados, os consumos apresentados pelo motor de combustão se situassem na ordem de pouco mais de 2 litros aos 100 km, apesar de a empresa anunciar consumos combinados entre os 1.4 e os 1.6 litros aos 100 km e emissões entre as 33 e 34 g/km de CO2.

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Já no que toca a prestações, este Mercedes B 250e consegue acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,8s e alcançar uma velocidade máxima de 235 km/h, apesar dos 1.725 kg de peso apresentados por este modelo. Já em modo 100% elétrico, a velocidade máxima é de 140 km/h, mais do que suficiente.

Apresentada a motorização do Mercedes Classe B 250e, é hora de assumirmos o volante deste modelo híbrido plug-in e logo percebemos que ao entrar no habitáculo o destaque são os dois enormes ecrãs onde se concentram todas as informações necessárias, a que se juntam menus específicos para esta versão, que permitem informação sobre a bateria, programas de recarga, eficiência do motor elétrico, bem como outras informações.

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Em matéria de espaço, esta versão eletrificada surpreende já que o habitáculo não apresenta qualquer tipo de limitação, quando a comparamos com a versão normal. A bateria está instalada sob os bancos traseiros, o que permite que os passageiros fiquem sentados numa posição ligeiramente mais elevada beneficiando bastante o conforto.

A bagageira apresenta uma capacidade de 405 litros que podem chegar aos 1.440 litros com os bancos traseiros rebatidos, o que nos permite espaço suficiente para os passeios de fim de semana, ou mesmo para as aventuras de lazer mais radicais.

Ao volante, cedo percebemos que é importante saber tirar o pé do acelerador e começar a travar mais cedo de forma a permitir a regeneração máxima de energia, de forma a usufruir o máximo de tempo do motor elétrico.

Para além disso, o volante dispõe de duas patilhas que permitem gerir a capacidade de regeneração.

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Contudo, quando optamos pelo modo de condução Sport e passamos a carregar com mais firmeza no acelerador, tirando partido dos 218 cv de potência combinada do Classe B 250e, o consumo de energia dispara e o de gasolina sobe vertiginosamente.

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No entanto, como a maioria dos utilizadores de veículos híbridos plug-in, também o Autoportal neste ensaio utilizou maioritariamente o Mercedes Classe B 250e em percursos urbanos e em deslocações, maioritariamente, nunca superiores a 50 km, o que nos permitiu usufruir deste modelo nos modos de condução ‘Comfort’, ‘Electric’ e ‘Battery Level’.

Com uma condução suave, o Mercedes Classe B 250e usufrui de uma caixa automática de dupla embraiagem de 8 velocidades DCT, que se revelou bastante eficiente, mesmo quando é imposto um ritmo mais vivo em estradas sinuosas, que não coloca em causa o conforto do habitáculo nem os valores de ruido que no interior deste modelo são bastante reduzidos.

É em autoestrada ou em circuitos urbanos, contudo, que tiramos proveito da tecnologia híbrida plug-in e da qualidade deste familiar compacto que tem no preço o ponto menos positivo, já que a versão ensaiada tem um custo de 43.999 euros.

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