História de luxo do Mercedes Classe E Coupé e Cabriolet já tem cinco décadas

  • Redação Autoportal
  • 26 mai 2020, 10:30

Marca germânica está preparada para escrever mais um capitulo na história destes modelos

A Mercedes-Benz está preparada para anunciar os renovados Classe E Coupé e Cabrio já amanhã , mas a história desta série de modelos começou há mais de cinco décadas

A tradição desta série de modelos teve início em 1968 com os modelos ‘Stroke/8’ Coupé da série de modelos 114 e há quase 30 anos com os cabriolets da série de modelos 124.

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A história deste modelos começou a ser escrita em novembro de 1968, quando a  Mercedes-Benz surpreendeu os seus clientes com o lançamento de um elegante modelo de duas portas. Conhecidos afetuosamente como série ‘Stroke/8’, os coupés da série de modelos 114 complementaram os topos de gama da série de modelos 114/115 e lideraram firmemente o segmento.

A seleção de motores não deixava margem para dúvidas: os modelos de duas portas só estavam disponíveis com motores de seis cilindros. De facto, o motor M114 com o sistema eletrónico de injeção de combustível Bosch D-Jetronic no topo de gama 250 CE (110 kW/150 CV) estava reservado para os coupés.

Tecnologicamente, o coupé assemelha-se à limousine, mas a nível estético destaca-se claramente do modelo de quatro portas: o para-brisas e o vidro traseiro apresentam uma maior inclinação comparativamente à limousine e, em conjunto com o perfil do tejadilho, que é 45 milímetros mais baixo, criam uma silhueta dinâmica.

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Em 1972, a Mercedes-Benz apresentou o 280 CE de 185 cv de potência como o novo modelo topo de gama da família ‘Stroke/8’ Coupé. Até à data da descontinuidade da produção em agosto de 1976, a Mercedes-Benz tinha fabricado um total de 67,000 modelos Coupé da série de modelos 114. O modelo mais bem-sucedido, com 21,787 unidades fabricadas, foi o 250 CE de 1972. O modelo coupé era uma variante muito desejada no estrangeiro: cerca de 60% dos veículos fabricados foram exportados.

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A Mercedes-Benz continuou a história de sucesso dos coupés ‘Stroke/8’ na seguinte geração de veículos que precedeu o Classe E. A série de modelos 123 de duas portas celebrou a sua estreia no Salão de Genebra em março de 1977. Juntamente com os modelos 280 C e 280 CE equipados com motor de seis cilindros, estava também disponível o modelo 230 C, e pela primeira vez, um modelo de quatro cilindros.

Tal como no caso do ‘Stroke/8’, os coupés evidenciam um visual estreitamente ligado ao dos modelos limousine. Contudo, revelam um visual claramente muito mais independente do que o dos seus antecessores.

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O perfil da carroçaria, por exemplo, era 40 milímetros mais baixo e 85 milímetros mais curto do que a limousine, devido à menor distância entre eixos. Além disso, o para-brisas e o vidro traseiro eram mais inclinados, enquanto os vidros laterais, que não eram separados por um pilar B, podiam ser totalmente abertos.

Todos os três modelos coupé estavam equipados com largos faróis retangulares, grelhas de entrada de ar cromadas em frente ao para-brisas e revestimento cromado abaixo dos farolins traseiros. O habitáculo ainda mais estável com uma estrutura do tejadilho mais rígida, os pilares do tejadilho de elevada resistência e as portas reforçadas foram importantes inovações tecnológicas comparativamente aos modelos antecessores.

A gama composta pelos modelos 230 C (109 cv), 280 C (156 cv) e 280 CE (177cv) foi complementada em setembro de 1977 pela variante diesel 300 CD equipada com motor de cinco cilindros (80 cv), embora esta estivesse reservada para exportação para o mercado da América do Norte.

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Em 1981, este primeiro diesel coupé foi sucedido pelo 300 CD turbo diesel (125 cv). A produção dos modelos 230 C e 280 C com carburador foi descontinuada em 1980, enquanto o modelo 230 CE (136 cv) equipado com sistema de injeção de gasolina foi acrescentado à gama.

A produção do modelo C 123 terminou em agosto de 1985 após um ciclo de produção de oito anos e de um total de 99,884 unidades produzidas. A versão mais rara era o modelo 280 C, do qual apenas foram fabricadas 3,704 unidades num período de três anos e meio, enquanto o mais bem-sucedido foi a versão 280 CE, do qual foram produzidas 32,138 unidades.

Em março de 1987, a Mercedes-Benz apresentou o novo coupé da série de modelos 124 no Salão de Genebra. Mas o veículo desportivo e elegante com as suas linhas sedutoras e modernas não foi o único veículo de duas portas da série de modelos a ser lançado já que em 1991 foi o ano do primeiro cabriolet neste segmento.

Ambos os modelos já eram clássicos recentes muito procurados. Enquanto os primeiros coupés desta série de modelos já podiam receber um certificado de veículo histórico e desta forma a cobiçada designação ‘H’ na matrícula a partir de 2017, os mais recentes cabriolets não seriam elegíveis para tal designação até ao ano seguinte.

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A série de modelos 124 deu continuidade à vigorosa tradição de modelos coupé de quatro lugares da Mercedes-Benz neste segmento de mercado. Tal como no caso dos seus antecessores, os engenheiros e designers tomaram a limousine como os seus pontos de partida a nível tecnológico e também criaram o coupé com base na versão de quatro portas no que diz respeito ao estilo.

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Todavia, o coupé destaca-se logo à primeira vista como um veículo distinto, desportivo e elegante. Tal como na série de modelos 123, o conjunto do piso do modelo de quatro portas foi encurtado, a distância entre eixos foi reduzida em 85 milímetros para os 2,715 milímetros, destacando as linhas compactas e desportivas do coupé.

A Mercedes-Benz não comprometeu no que diz respeito à segurança passiva, apesar das adaptações consideráveis à estrutura da carroçaria, os engenheiros compensaram a omissão dos pilares B reforçando os pilares A, as longarinas e as portas através da utilização de uma elevação da proporção de painéis de aço de elevada resistência.

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A gama de modelos incluía inicialmente as versões 230 CE (132 cv) e 300 CE (180 cv). Em 1989 foi lançada uma gama de modelos totalmente redesenhada. O novo topo de gama era a versão 300 CE-24 (220 cv) com motor de 3.0 litros de quatro válvulas do modelo desportivo 300 SL-24 (R 129).

O equipamento disponível incluía jantes de liga leve, vidros elétricos, volante e alavanca de velocidades revestidos em pele, revestimento em madeira de nogueira e luzes de sinalização de porta aberta nas portas. Quando a remodelada série de modelos 124 foi lançada no outono de 1992 com novos motores e revestimentos, os motores dos coupés foram totalmente convertidos para a tecnologia de quatro válvulas. A gama de motores disponíveis incluía agora o motor de 3.2 litros de quatro válvulas na versão 320 CE (220 cv), adotado do Classe S da série de modelos 140.

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Um ano antes a Mercedes-Benz havia lançado o elegante cabriolet da série de modelos 124 para criar uma ligação entre o prazer de condução com capota aberta e as virtudes estabelecidas da série de modelos. O cabriolet de quatro lugares com capota de lona foi o primeiro veículo deste tipo da Mercedes-Benz após um longo interregno de 20 anos. A capota de lona retrátil de 43 quilos era constituída por um sistema articulado de 27 peças e 34 articulações. Mesmo na condição de capota aberta, esta permitia um volume suficiente na bagageira para o transporte de bagagem. Inicialmente, o 300 CE-24 cabriolet foi disponibilizado ao público a partir da primavera de 1992.

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Em junho de 1993, a Mercedes-Benz apresentou a geração 'facelift' da série de modelos 124. Tal como no caso de todas as restantes versões da série de modelos, o cabriolet recebia agora o título Classe E.

Os modelos de duas portas seriam ligeiramente redesenhados, com a renovada grelha do radiador, conhecida do Classe S e que se prolongava agora pelo capot, e ainda a nova posição da estrela Mercedes no capot. As versões de quatro cilindros E 200 (136 cv) e E 220 (150 cv) bem como a de seis cilindros E 320 (220 cv) eram os modelos disponíveis.

O novo motor topo de gama para os modelos coupé e cabriolet de 1993 era o E 36 AMG (272 cv). Estas variantes de elevada potência estabeleceram uma tradição emocional que ainda perdura nos tempos atuais nas desportivas e elegantes versões de duas portas do Classe E produzidas pela Mercedes-AMG.

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Os modelos topo de gama foram disponibilizados ao público a partir do outono de 1993. Destacaram-se esteticamente das restantes versões de motores em resultado dos componentes discretamente destacáveis: a cúpula de entrada de ar dianteira, as proteções das embaladeiras laterais e o para-choques traseiro, pintados na cor da carroçaria e harmoniosamente integrados na geometria da carroçaria, e ainda as jantes de liga leve AMG de 17 polegadas.

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Entre 1987 e 1996, foi fabricado um total de 141,498 modelos coupé da série de modelos C 124, enquanto de 1991 a 1997 foi produzido um total de 33,952 modelos cabriolet da série de modelos A 124.

No Salão de Genebra de 1993, a Mercedes-Benz apresentou um novo conceito de coupé. O modelo de quatro lugares e de duas portas revelou um novo visual de duplo farol da Mercedes-Benz, que fez a sua estreia em 1995 no Classe E da série de modelos 210.

Contudo os interessados neste novo modelo foram obrigados a aguardar até 1997, já que só nesse ano o CLK Coupé (série de modelos 208), chegou ao mercado

O novo CLK teve a sua estreia no Salão de Detroit em janeiro de 1997. Tecnologicamente, o modelo de duas portas era baseado no então atual Classe C (série de modelos 202). Mas, na qualidade de um coupé de quatro lugares de pleno direito, deu continuidade à tradicional abordagem dos modelos Classe E Coupé.

Em 1998, o CLK Cabriolet da série de modelos 208 foi também disponibilizado ao público. A gama de motores disponíveis no coupé abrangia desde o quatro cilindros CLK 200 (136 cv) até ao V8 topo de gama do modelo CLK 430 (279 cv). A versão V6 do CLK 320 (218 cv) era o cabriolet mais potente na gama.

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Em 1999, ambas as versões da família CLK foram significativamente aperfeiçoadas no âmbito de um ‘facelift’ do modelo que passou a disponibilizar uma versão topo de gama, CLK 55 AMG com um bloco de 347 cv de potência.

A elegante, mas desportiva série de modelos 208 comprovou ser extremamente bem-sucedida: entre 1997 e 2002, a Mercedes-Benz produziu 233,367 unidades de modelos CLK Coupé e entre 1998 e 2003 um total de 115,161 unidades de modelos CLK Cabriolet.

Na primavera de 2002, a marca deu continuidade à sua tradição com o CLK da série de modelos 209. O coupé foi primeiro apresentado no Salão de Genebra. A sua característica de modelo independente era enfatizada por um design que tinha sido recém-desenvolvido até ao mais pequeno detalhe e onde se destacava o recém-criado visual de duplo farol e o expressivo tejadilho estilo coupé contribuíram para a personalidade marcante do veículo.

Na primavera de 2003, o cabriolet da série de modelos 209 foi também disponibilizado ao público. Com a capota aberta ou fechada, o seu estilo elegante é imediatamente reconhecido. A capota de lona de três camadas também oferecia um isolamento exemplar a nível térmico e acústico. Ambas as variantes apresentavam maiores dimensões relativamente aos modelos antecessores, que beneficiavam os ocupantes graças ao maior espaço e a um melhor nível de conforto.

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A gama de motorizações também contava com uma novidade no coupé já que o CLK 270 CDI, estava equipado com um moderno motor diesel de cinco cilindros com uma potência de 170 cv.

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A carroçaria também foi evoluída em termos tecnológicos. A rigidez torsional da estrutura do coupé tinha sido melhorada em 40%. A rigidez torsional do cabriolet, um tema importante para os veículos sem tejadilho (com capota), era cerca de 12% superior relativamente ao modelo antecessor.

No Salão de Paris, em 2004, a Mercedes-Benz apresentou uma série especial do CLK 500 Cabriolet limitada a 100 unidades, com um excecional conceito de cores e materiais, criado pelo designer de moda Italiano, Giorgio Armani. No início do verão de 2005, o modelo foi sujeito a uma extensa remodelação. Em ambas as versões de carroçaria, o CLK 350 com 272 cv de potência substituiu o anterior CLK 320, enquanto o CLK 280 com um motor V6 de 231 cv foi acrescentado à gama. Desde então, o coupé também estaria disponível na versão CLK 220 CDI com um motor de 150 cv. Os clientes podiam então encomendar o cabriolet na versão CLK 320 CDI.

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Em 2006, o exclusivo modelo de elevada potência, o CLK 63 AMG com um motor de 481 cv, em ambas as versões de carroçaria, celebrou a sua estreia. Contudo foi o CLK 63 AMG Black Series com um motor de 507 cv de potência, disponível exclusivamente na versão coupé, colocou a “cereja em cima do bolo”. No verão de 2006, o CLK 500 Coupé seria equipado com um novo motor V8 com uma potência de 388 cv

Em março de 2009, os modelos de duas portas regressaram oficialmente à gama do Classe E, dando desta forma continuidade à tradição. No Salão de Genebra o Mercedes-Benz Classe E Coupé na série de modelos 207 celebrava a sua apresentação ao público.

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Na primavera de 2010, seguiu-se o cabriolet da série de modelos 207. A sua capota otimizada a nível acústico proporcionava o mais baixo nível de ruído do seu segmento, mesmo quando o veículo era conduzido a alta velocidade. O opcional sistema inovador AIRCAP, que reduziu a turbulência do ar no interior do veículo e consequentemente também o ruído do deslocamento do ar, forneceu um excecional conforto durante a condução com a capota aberta. O sistema de aquecimento da zona da cabeça AIRSCARF também estava disponível como equipamento opcional – este sistema permitiu prolongar o período sazonal de condução com capota aberta, fornecendo um maior conforto mesmo quando a temperatura do ar exterior era baixa.

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No início de 2013, a Mercedes-Benz revelou a remodelada série de modelos 207. Em termos visuais as duas versões surgiam em maior conformidade com o novo idioma de design da Mercedes-Benz. Estavam disponíveis interiores exclusivos e luxuosos para destacar a individualidade dos clientes e enfatizar a filiação à família Classe E. A seleção de sistemas de assistência orientados para o futuro também foi alargada, como o foi a gama de motores disponíveis. Estavam agora disponíveis seis motores a gasolina com potências desde 184 cv até 408 cv e três motores diesel.

Em dezembro de 2016, a produção dos modelos Classe E Coupé e Cabriolet da série de modelos 207 chegou ao fim, surgiindo então o novo Classe E Coupé da série de modelos 238, que foi exibido pela primeira vez em janeiro de 2017 no Salão de Detroit.

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Seguiu-se o cabriolet no Salão de Genebra em março, que deu início ao próximo capítulo na Mercedes-Benz numa história de sucesso de elegância desportiva.

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