Já guiámos o novo Renault Clio que chega em setembro

| Virgílio Machado
VÍDEO: Novo Renault Clio reivindica ser o "melhor de sempre"
Renovação de um ícone perpetua a saga do Clio

Perto de completar 30 anos de idade, o Renault Clio chegou à sua quinta geração disposto a contrariar a conhecida “crise de meia idade”.

Desde o seu lançamento que o Clio se tornou num verdadeiro caso de sucesso do Grupo Renault a nível mundial e, a pensar nesse estatuto de líder, a fabricante francesa resolveu revolucionar o Clio esteticamente adotando uma nova linguagem de design.

A verdade é que, exteriormente, as alterações no novo Clio são pouco evidentes face à anterior geração, mas, num olhar mais atento, percebemos que os grupos óticos LED em ‘C’ são idênticos aos utilizados por outros modelos da marca, enquanto o capô apresenta linhas mais vincadas e as laterais revelam um ar mais musculado e um carácter desportivo.

Já na traseira, as linhas cromadas existentes nos flancos estão igualmente presentes. O design da bagageira, com a porta traseira que fecha ao nível do para-choques, confere um nível de qualidade superior.

O novo Clio é 14 milímetros mais curto do que o antecessor, mas é no interior que está a grande surpresa deste líder de mercado, já que oferece uma melhor habitabilidade e uma maior perceção de qualidade, com materiais topo de gama, revestimentos macios para o painel de bordo, bem como para os painéis de portas e para a consola central, mas também novos acabamentos existindo a sensação de maior espaço - que resulta da nova plataforma utilizada pelo Clio designada CMF-B..

Ao entrarmos no novo Renault Clio passamos uma nova fronteira em que a qualidade cresce significativamente e onde o novo ecrã tátil de 9,3 polegadas colocado verticalmente é a grande montra conferindo uma melhor leitura e modernidade ao interior do carro.  

O painel de instrumentos, bastante intuitivo, é igualmente digital e pode ter uma dimensão até 10 polegadas, no caso do painel com GPS.

Sentado ao volante do novo Clio percebemos de imediato que o volante é agora mais elegante e as suas dimensões permitem aumentar a visibilidade do painel de bordo por parte do condutor.

Dotado de novos comandos e acabamentos em cromado acetinado, o volante contribui para aumentar a perceção de qualidade do interior do Clio.

Os bancos são recuperados de modelos dos segmentos superiores e oferecem uma melhor posição de condução. Para isso contribui o maior comprimento do assento e a sua forma mais envolvente. A armação oca melhora de forma considerável o espaço disponível para os joelhos dos passageiros traseiros e os apoios de cabeça em forma de vírgula aumentam-lhes a visibilidade.

Já a bagageira foi otimizada para que a sua forma fosse o mais cúbica possível. O sistema de som, premium BOSE está integrado de forma a não reduzir o volume da bagageira, que sobe para os 391 litros. O piso duplo facilita o carregamento e, com os bancos traseiros rebatidos, é possível obter uma área de carga completamente plana. Para arrumação, o habitáculo está dotado de 26 litros de capacidade em diferentes espaços.

Na apresentação internacional que teve lugar ao longo deste mês em Évora, tivemos a oportunidade de conduzir duas motorizações a gasolina.

A versão ‘Intens’, com bloco e 3 cilindros e 100 CV de potência e caixa manual de cinco velocidades revelou-se bastante suave. Mais tarde, esta versão vai contar com uma caixa automática X-TRONIC da última geração e adaptada aos tipos de utilização europeia.

A segunda versão que conduzimos foi o ‘RS Line’, com um motor 1.3 de 130 CV de potência, construído em parceria com a Daimler e dotado de uma caixa automática EDC de sete velocidades com patilhas no volante, que aumenta as qualidades dinâmicas deste modelo.

Esta versão conta ainda com elementos identitários da Renault Sport, como os bancos com reforço lateral, as inserções em carbono, o volante específico em couro perfurado com a assinatura R.S, os pedais em alumínio e elementos de personalização em vermelho combinados com os pespontos dos bancos e do volante.

A condução deste modelo é bastante mais divertida e os mais modernos sistemas de ajuda e auxílio à condução, contribuem para uma confortável condução.

Uma nota fica ainda para o travão de mão elétrico - algo que passa a dotar todas as versões do novo Clio e que até agora estava apenas disponível em versões de segmentos superiores.

Em matéria de blocos a gasolina, o novo Clio vai disponibilizar ainda um terceiro motor: o SCe (3 cilindros, atmosférico) com caixa manual de 5 velocidades e potências de 65 e 75 CV.

O novo Clio vai contar igualmente com um bloco Diesel, o 1.5 Blue dCi, que será proposto com duas versões: de 85 CV de potência e um binário de 220 Nm; e um segundo motor de 115 CV de potência com um binário de 260 Nm, mais dinâmico - ambos com caixa manual de 6 velocidades.

A partir de 2020, o novo Renault Clio vai contar com um motor híbrido, o E-Tech Hybrid, que tem por base um novo sistema desenvolvido pela marca francesa e que conta com o renovado motor a gasolina 1.6 e dois motores elétricos e uma bateria de 1.2 kWh.

O Clio híbrido vai arrancar sempre em modo elétrico, no qual pode circular até 80% do tempo em percursos citadinos.

Em resumo, a Renault voltou a revelar que sabe como ninguém renovar um dos seus modelos mais carismáticos apresentando ao mercado um Clio mais moderno e mais atlético que se apoia no ADN que faz a história do seu sucesso há quase 30 anos. E apresenta um novo capítulo de uma saga que promete ser mais uma página de sucesso para a marca francesa.

O novo Renault Clio vai chegar ao mercado apenas em setembro e, antes disso, a marca francesa deverá anunciar os preços deste novo modelo.

Para além disso e para assinalar a chegada ao mercado nacional, a Renault vai disponibilizar uma série especial, ‘Edition One’, numerada e que assenta na versão RS Line e que conta com o bloco 1.3 de 130 CV de potência.

 

 

 

Novo Renault Clio é a renovação de um ícone
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