Autopilot da Tesla preocupa organizações de segurança rodoviária americanas

  • Redação Autoportal
  • 28 set, 09:30
Tesla Model S
Tesla Model S

O registo de mais de uma dezena de acidentes com o piloto automático ligado levanta novas questões sobre a sua capacidade em lidar com situações adversas

É ou não seguro o sistema de piloto automático que equipa os automóveis da Tesla? Esta é a pergunta para a qual procuram uma resposta as entidades responsáveis pela segurança rodoviária nos Estados Unidos. A questão levanta-se após terem ocorrido vários acidentes, alguns fatais, envolvendo modelos da Tesla, nos quais se presume que o sistema de piloto automático estava ligado.

Uma das entidades que se tem mostrado mais preocupada com o tema é a “National Transportation Safety Board” (NTSB). O seu papel é emitir recomendações no âmbito da segurança rodoviária, mas, uma vez que estas não são vinculativas, recorre a outras organizações quando é necessário aprofundar algum tema. Foi o que fez junto da “National Highway Traffic Safety Administration” (NHTSA), a quem solicitou que investigasse os possíveis riscos de segurança do sistema de piloto automático da Tesla.

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São 12 os acidentes a envolver o sistema introduzido pela Tesla em 2015 sob investigação da NHTSA. No total, desde 2016, a agência governamental enviou 33 equipas para analisar acidentes com automóveis Tesla, que envolveram 11 mortes, nos quais se suspeitava que estivessem a ser utilizados sistemas de assistência ao condutor.

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As primeiras conclusões apontam para o facto da maioria dos acidentes ter ocorrido à noite ou em situações de visibilidade limitada, como sob incidência de luz solar forte, o que desde logo cria interrogações sobre a capacidade do sistema em lidar com situações de condução particularmente desafiantes e condições meteorológicas adversas, tais como chuva forte ou nevoeiro.

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A Tesla diz que o piloto automático é um sistema de assistência ao condutor, cuja versão atual não torna os veículos autónomos, e que os condutores devem manter o controlo dos veículos antes de ativarem o sistema. De notar que o construtor americano equipa os seus modelos apenas com câmaras e software avançado, quando outros fabricantes e empresas dedicadas à condução autónoma lhes juntam outros equipamentos mais sofisticados, como radares e tecnologia LiDAR. Ainda assim, a marca assegura que os seus modelos, equipados com oito câmaras e 12 sensores de ultrassons, são mais seguros do que os condutores humanos.

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Quanto ao primeiro acidente fatal nos Estados Unidos a envolver o sistema de piloto automático, ocorrido em 2016, a investigação da NHTSA contou com a colaboração da Tesla. Depois de pressionado por aquele organismo, o construtor acabou por partilhar algumas preocupações que surgiram aquando do desenvolvimento do sistema, nomeadamente possíveis travagens, acelerações ou mudanças de direção indesejadas ou falhadas. A NHTSA concluiu a investigação, não tendo encontrado qualquer defeito no seu desempenho.

Quanto ao futuro, a NHTSA pretende obter outros dados que lhe permitam perceber de que forma os veículos Tesla e de outras marcas (equipados com sistemas semelhantes) estão preparados para reagir a situações de condução inusitadas. "Foi pedido à Tesla que produzisse e validasse dados, e que nos desse a sua interpretação desses mesmos dados. Independentemente disso, conduziremos a nossa própria validação e análise de toda a informação", assegurou a agência governamental à agência Reuters.

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