Transporte marítimo de mercadorias responsável pelo aumento da poluição na Europa

  • Redação Autoportal
  • 13 jul, 13:09
Barcos de mercadorias mais poluentes (Foto: Bahadir Civan/Pexels)
Barcos de mercadorias mais poluentes (Foto: Bahadir Civan/Pexels)

O alerta é dado pela organização Transport & Environment, que impele a União Europeia a tomar medidas que penalizem as empresas de maior dimensão

A organização sem fins lucrativos dedicada à mobilidade sustentável Transport & Environment (T&E) aponta o dedo à indústria de transporte marítimo como sendo umas mais poluentes. Em particular, acusa a transportadora Mediterranean Shipping Company (MSC) de, na fase de pandemia, ter escalado a tabela dos maiores poluidores da União Europeia (UE), depois de analisados os dados oficiais divulgados por este organismo.

Para a Transport & Environment, é tempo da UE proceder a uma “limpeza” na indústria de transporte marítimo, fazendo com que as empresas paguem por toda a poluição que causam e comecem a utilizar “combustíveis verdes” nas rotas europeias.

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"Pelo terceiro ano consecutivo, o maior emissor de C02 ao nível do transporte marítimo subiu no top 10 dos maiores poluidores da Europa”, alerta Jacob Armstrong, da T&E.

 

“Não deixa de ser curioso numa indústria que não paga muito pela poluição que causa. O facto de um operador de navios estar a ultrapassar as centrais de produção de carvão mostra que alguma coisa não está a funcionar bem. A UE tem de fazer com o transporte marítimo comece a sofrer consequências", remata.

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De notar que a grande maioria da poluição causada pelas cinco maiores empresas de transporte marítimo (entre 65% e 79%) é resultante de travessias realizadas entre portos europeus e não europeus. Daí que seja esperado que, até ao final deste mês, a Comissão Europeia decida sobre se as empresas devem começar a comprar licenças de poluição e a utilizar “combustíveis verdes” para as rotas extraeuropeias, que representam a maior parte do impacto climático da navegação em águas europeias.

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“Tudo o que não sejam medidas de descarbonização que contemplem travessias para fora da Europa, vão continuar a permitir que as empresas grandes se isentem de responsabilidades, ao passo que os operadores mais pequenos, que navegam essencialmente na Europa, continuam a ser penalizados”, sublinha Jacob Armstrong.

Aguardam-se com expetativa as medidas que irá tomar a União Europeia no sentido de regulamentar um setor que parece andar à deriva, no que à emissão de gases com efeito de estufa diz respeito.

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