Preços dos combustíveis: ligeiro alívio de 2,5 cêntimos a partir de segunda-feira

  • Redação Autoportal
  • 23 jul, 12:47
LUSA/DGEG
Combustíveis
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Os preços dos combustíveis deverão recuar 2,5 cêntimos na semana de 26 de julho a 01 de agosto, mas 2022 será ano de aumentos

A partir da próxima semana, de acordo com a tendência verificada e pelos nossos cálculos, a previsão é iremos finalmente ver algum alívio no preço dos combustíveis.

A nossa estimativa, para a semana de 26 de julho a 01 de agosto, para o preço da gasolina simples 95 irá ser de uma descida, em dois cêntimos e meio, para um preço médio de 1,654 euros por litro e o gasóleo irá acompanhar essa descida também em dois cêntimos e meio, para um preço médio de 1,436 euros por litro.

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Poderá estar a caminho uma baixa de preços

A cotação do barril de crude desceu para os 68,62 dólares (ver aqui), isto depois de ter andado a negociar acima dos 75 dólares. Esta descida poderá vir a ter um significativo reflexo daqui a 15 dias no mercado nacional.

Por outro lado, ontem, dia 22 de julho, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma proposta de lei que irá permitir ao executivo limitar as margens na comercialização de combustíveis, conforme intenção anteriormente manifestada pelo Ministro do Ambiente.

Veja as declarações do Ministro do Ambiente aqui
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De acordo com a agência LUSA, João Pedro Matos Fernandes, disse que o diploma, que agora será enviado à Assembleia da República para aprovação, irá também abranger as botijas de gás, mas salienta que esta medida será “temporária”.

O governante referiu ainda que irá ouvir a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e a Autoridade da Concorrência para levar a cabo esta limitação.

O Ministro vai ainda mais longe e avança que “a gasolina baixaria o seu preço em cerca de nove cêntimos e o gasóleo em um cêntimo” se esta medida for implementada.

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Mas em 2022 vêm aí más notícias

Mas nem tudo são boas notícias.

Esta semana ficou igualmente a saber-se que o custo da emissão de licenças de carbono vai aumentar e isso poderá vir a ter um impacto significativo na fatura final que os consumidores irão ter de pagar pela energia.

A componente do carbono pode afetar o preço da gasolina provocando aumentos diretos e, claro, aumentos por via da taxação de imposto (que atualmente ronda os 60%).

Combustíveis tem cerca de 60% de impostos no preço final
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Como fazemos a nossa estimativa

A estimativa que apresentamos é realizada com consulta ao site da DGEG, análise da tendência do preço do crude, componente do relatório europeu de combustíveis, consulta diária a operadores do mercado e cálculo final por análise estatística.

Os preços médios indicados são verificados em consulta online, em 2.283 postos (gasóleo simples) e 2.265 postos (gasolina simples 95), representando a maioria dos 2.829 postos de abastecimento registados pela DGEG em Portugal Continental.

Reforçamos que estes preços médios diários que aqui indicamos são fornecidos publicamente pela DGEG e são apurados com base nos preços comunicados pelos postos de combustível comunicados à véspera da análise (neste caso são válidos à data de 22 de julho de 2021), ponderados com as quantidades vendidas do ano anterior, incorporando os descontos praticados nos postos de abastecimento como cartões frota e outros.

Fazemos também notar que, apesar da nossa indicação de tendências e da informação oficial da DGEG sobre os preços médios, há sempre postos que conseguem oferecer aos clientes preços mais económicos, pelo que há que estar bem atento se pretender poupar!

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