Depois de jantes e pneus, o roubo de catalisadores é a nova preocupação das autoridades

Jantes, catalisadores e pneus
Jantes, catalisadores e pneus

Tem sido um ano intenso para os artistas do roubo de peças de automóveis que parece ganharam um novo “alvo”.

Catalisadores. Roubo de catalisadores. É impressionante como são "criativos" os ladrões quando se trata de "tendências de mercado". A última moda em termos de assaltos e vandalismo é o roubo de catalisadores, a automóveis parados na via pública, para vender em dúbios mercados de segunda mão ou oficinas com proprietários sem quaisquer escrúpulos.

Longe vão os tempos dos vidros partidos para roubar autorrádios, em especial os que tinham encaixe universal 1-DIN e que eram facilmente retirados e vendidos a “amigos”.

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A razão deste ser um tempo longínquo e a prática cada vez menos comum é muito simples. Praticamente todos os construtores passaram a integrar os sistemas multimédia em ligações com ecrãs fixos e acabaram com o “negócio” destes auto-rádios que hoje em dia praticamente só existem para o mercado dos carros usados.

Os ladrões, entretanto parecem ter refinado gostos e preferências. Há uns anos também era de certa forma comum ver carros sem jantes e/ou pneus. Comum, claro, em particular em zonas menos iluminadas ou mais inóspitas.

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As jantes tinham no mercado “paralelo” e em participação em atividades menos lícitas, onde era relativamente fácil danificar estes elementos, o seu destino. Os pneus idem. Em fóruns de entusiastas automóveis chegaram a existir relatos de carrinhas repletas de pneus usados que não se conseguia perceber qual era a proveniência e não tinham como destino qualquer tipo de reciclagem. Era, como se diz na gíria: “para derreter no alcatrão”.

Agora, no último ano e meio, a grande “moda” parece ser mesmo o roubo dos catalisadores.

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E, apesar da polícia (PSP e GNR) estar a ser incansável na tentativa de estancar esta autêntica pandemia de roubos (como tem sido noticiado ao longo do ano), com várias intervenções e apreensões de material roubado, a verdade é que o flagelo não para.

Para que serve um catalisador?

Com a função de filtrar as partículas presentes nas emissões dos gases, este elemento que faz parte da linha de escape, utiliza uma cápsula, normalmente em aço, tipo colmeia para transformar os principais gases nocivos (como o monóxido de carbono por exemplo) em gases menos agressivos ao ambiente.

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O catalisador é um elemento que tem tendência para uma degradação de características mais ou menos acelerada em função do tipo de combustível e da utilização do carro em especial em percursos citadinos. Um mau combustível ou uma lubrificação menos competente do motor, por parte de um óleo de menor capacidade, potencia a deterioração deste elemento. O que obriga à sua substituição.

 

Pelas suas características um catalisador tem uma duração média, consoante a melhor ou pior qualidade do acessório, que ronda os 7 a 8 anos ou cerca de 90 mil quilómetros. Claro está que todas as variáveis assinaladas acima podem alterar para cima ou para baixo esta duração e quando falamos em duração há que sublinhar: "correto funcionamento".

Há ainda modelos com elevada qualidade que mantêm todas as suas propriedades até por 10 anos, mas também é verdade que este é um elemento que costumava dar alguns problemas em carros mais antigos e obrigava a substituições prematuras e onerosas.

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Porque se roubam catalisadores?

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A principal razão pela qual são procurados no “mercado negro” é porque um bom catalisador não é uma peça barata e há sempre quem não esteja propriamente interessado na origem da peça que lhe instalam no carro.

Depois há ainda o problema de existirem oficinas, ferro-velho ou outro tipo de recetores, em todo um lote de empresários ou pessoas mal-intencionadas, que compram este acessório, para lhe poderem aproveitar os metais e minerais preciosos do seu “filtro” na colmeia (os tais que permitem a transformação de gases nocivos em gases benignos), ou, para o revender para o mercado de oficinas e/ou sites de peças usadas.

Para o cliente a opção poderá ter exclusivamente com o preço, ou até em muitos casos desconhecimento, para a oficina a opção só pode ter a ver com a falta de escrúpulos.

Como prevenir?

A melhor ação de prevenção é ter o cuidado de estacionar a viatura em locais onde exista bastante visibilidade e movimento. Pode não impedir os ladrões mais ariscos, cujas técnicas de roubo permitem, de acordo com vários relatos nas redes sociais, retirar um catalisador em poucos minutos, utilizando desde serras elétricas a outras técnicas de corte.

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Pode também tentar pedir numa oficina que lhe coloquem uma marca no seu catalisador, mas esta opção pode não resultar como pretende se o destinatário utilizar o catalisador e o retire antes de qualquer inspeção. E, na verdade, as autoridades não podem andar a espreitar debaixo de cada carro para conferir números de série ou marcas de propriedade.

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Por fim, se vir algo suspeito junto a uma viatura, o nosso melhor conselho é que não interaja com os meliantes, mas sim comunique de imediato às autoridades. É da competência destas verificar, investigar e/ou prender um eventual prevaricador.

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