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Mercedes Classe C 300 de Station: todas as famílias deviam ter um assim

Carrinha híbrida plug-in junta motor poderoso à eficiência da condução

A Mercedes orgulha-se de manter na sua família veículos híbridos com os motores diesel a fazerem a associação com a eletrificação e, depois de guiar a Mercedes-Benz Classe C 300 de Station, compreende-se porquê.

Este membro da árvore genealógica Daimler-Benz alia todas as qualidades que dão à marca alemã o seu estatuto ‘premium’ com uma motorização poderosa, ao mesmo tempo já mais amiga do ambiente na sua forma híbrida plug-in e, em última instância, melhorando níveis de eficiência.

O Mercedes Classe C 300 de Station não está ao alcance de todos, mas, num mundo ideal, todas as famílias gostariam – pois deveriam – ter um membro assim. Guiar esta carrinha muito espaçosa para cinco ocupantes – nesta sua vertente familiar por excelência – é tão fácil que esta simplicidade com que se deixa conduzir e com que se deixa manobrar faz-nos ‘esquecer’ os 4,7 m do seu comprimento (com 2.840 mm de distância entre eixos).

Mantendo as linhas tão sóbrias quanto distintas daquele estatuto, o seu toque mais ‘casual’ é enaltecido na frente e, nesta versão ensaiada, notado sobremaneira quer nas imponentes jantes de liga leve AMG multirraios de 19’’ (com pneus Pirelli P Zero 255/40 R19 93Y) quer na bonita pintura azul metalizada – ambas opções que aumentam o preço da versão base.

Bem instalados ao volante no conforto dos bancos de regulação (ainda apenas) parcialmente elétrica, a facilidade de condução dá largas ao seu desfrute na estrada, onde as viagens longas (com família ou não) são um convite aos argumentos deste grupo propulsor com 306 cv de potência conjunta e 700 Nm de binário máximo.

O Mercedes Classe C 300 de Station tem um motor diesel de 2,0 litros de 4 cilindros, com 194 cv e 400 Nm associado a um motor elétrico de 90 kW (121 cv), com uma bateria de 13,5 kWh. A transmissão com a caixa automática de 9 velocidades 9G-Tronic inclui patilhas no volante para uma seleção manual.

Seguro, confortável, eficaz na resposta entre relações quando se lhe pede para rolar com rapidez (a Mercedes anuncia 5,7 s dos 0 aos 100 km/h) e sem deixar créditos por usar nas recuperações, esta carrinha grande tem uma condução que atrai enquanto vai cumprindo os quilómetros numa dinâmica exibida de forma constante desde o programa de condução mais ‘lento’ ao mais ‘nervoso’.

As diferenças notam-se de um para outro programa, claro, especialmente na resposta – e esta versão ensaiada ainda estava dotada do ‘Pack Condução Dinâmica Airmatic (com suspensão, amortecimento, direção e estabilidade em curva aprimorados). Mas essa ‘evolução dinâmica’ faz-se de forma bem suave dando a sensação (‘a posteriori’) de que já está quase tudo lá. A precisão da direção é disso excelente exemplo: no programa seguinte é-nos proporcionado mais um pouco do que sempre lá esteve.

Se os programas de condução para empregar são vários, (do Eco ao Sport+), os modos de condução também oferecem várias formas de desempenho que aumentam o interesse do caráter híbrido deste plug-in.

Com uma autonomia de até 56 km anunciada para rodar em regime exclusivamente elétrico – e com 5 horas de carregamento previsto numa tomada doméstica – o Mercedes Classe C 300 de Station arranca em Hybrid, mas oferece também o E-Mode (elétrico), o E-Save (que permite reservar carga para mais tarde) e o Charge (para carregamento da bateria na rodagem a combustão). E foi deste modo de condução que tratámos desde logo de privilegiar.

Em cerca de 70 km percorridos em autoestrada, com variações de velocidade até aos 120 km/h permitidos conseguimos carregar cerca de metade da bateria com um consumo de 8 l/100 km optando pelo programa Comfort.

Mudando o modo para Hybrid em cerca da mesma distância (77 km) com o motor elétrico a tomar conta da rodagem em 29 km, os consumos foram de 3,4 l/100 km de gasóleo e de 9,7 kWh/100 km de eletricidade.

Outro consumo interessante foram os 5,2 l/100 km gastos em cerca de 30 km em autoestrada tendo os 120 km/h em vista, mas sem acelerações fortes para recuperá-los, e sem recurso ao motor elétrico, no programa Sport. No regresso a casa fomos alternando este último ritmo com os Charge e Comfort e, ao final de duas centenas de quilómetros chegámos o mais rápido que foi possível com a bateria carregada a 99% indicando autonomia para 39 km – com um consumo de 7,7 l/100 km.

Fazendo ida e volta num teste ‘casa/trabalho e regresso’, com o duplo trajeto pelas mesmas vias, a compreender percursos urbanos e suburbanos, numa distância total de 34 km, não precisámos se não de recorrer ao motor elétrico da carrinha gastando 24,9 kWh/100 km em E-Mode e Eco (demorámos cerca de uma hora e um quarto de tempo total).

Dentro da cidade, comparámos o E-Mode com o Hybrid, em programa Comfort, e o modo exclusivamente elétrico fez 28,4 kWh/100 km, enquanto o híbrido gastou 8,9 l/100 km e 5,1 kWh/100 km. Como último exemplo, a 120 km/h na autoestrada no programa Sport+, desta vez, recorrendo a toda a potência à disposição para manter o ponteiro o mais possível na velocidade limite, o consumo chegou aos 10 l/100 km/h.

O prazer desta condução foi complementado pelo «Pack Premium’, que volta a encarecer (e bem) a versão base, mas, entre dispositivos de segurança e conforto tem-se acesso a funcionalidades como a câmara 360º, um sistema de som mais evoluído, bancos dianteiros aquecidos, os excelentes faróis Multibeam LED ou o carregamento de smartphone por indução.

Num carro também dispondo do extra que é a linha de design exterior e interior AMG, os materiais do habitáculo são generosos na qualidade – e outros acabamentos interiores, como estes, em madeira de freixo, são mesmo uma opção da carteira de cada um. Já conhecendo a última geração MBUX, o infoentretenimento desilude um pouco na falta ainda de comandos táteis ao mesmo tempo que o botão rotativo e a almofada se entrelaçam no mesmo espaço da consola central para irem dar ao mesmo sítio.

O maior contra, porém, está mesmo na bagageira, com uma capacidade de apenas 315 litros sob a chapeleira, pois o espaço comporta um degrau sob o qual estão as baterias e há ainda que contar com dois sacos com os cabos de carregamento. Com a cortina recolhida, a capacidade sobe aos 475 litros e o total vai até aos 1.335 litros.

De série, o Mercedes Classe C 300 de Station já dispõe de alerta colisão, travagem de emergência, regulador e limitador de velocidades. Com um preço de venda ao público de 57.600 euros, esta versão testada, com todos os extra referidos, fica nos 72.150 euros.

  • TEMAS:
  • Mercedes

  • Classe C

  • 300 de Station

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