Zero pede ao governo que em 2035 só se vendam carros novos elétricos

  • Redação Autoportal
  • 14 jun, 15:21
LUSA/Zero
Chevrolet Bolt elétrico (General Motors)
Chevrolet Bolt elétrico (General Motors)

Estudo europeu divulgado pela associação ambientalista coloca os automóveis 100% elétricos mais baratos do que convencionais em 2030

A crescente procura por veículos elétricos e eletrificados levará a que o preço dos componentes, nomeadamente geradores e baterias, tenha tendência para descer nos próximos anos, baixando os custos de produção.

Esta realidade é revelada pela Associação Ambientalista Zero com base na divulgação, na sua página oficial na internet, de um estudo europeu da BloombergNEF feito para a Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), um consórcio onde está integrada a associação portuguesa.

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Em declarações reproduzidas dia 13 de junho pela agência LUSA, a Zero refere ainda que “o Governo português deve colocar uma data-limite, o mais tardar 2035, para o fim da comercialização de veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias com motor de combustão, incluindo híbridos e híbridos plug-in

Para a Europa cumprir os seus compromissos climáticos e ambientais de redução das emissões e de zero poluição, a eletrificação dos automóveis, 100% elétricos ou a pilha de combustível de hidrogénio, terá de ocorrer rapidamente.

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É por isso que existem vários países e cidades na Europa, e mesmo alguns fabricantes de automóveis, que se tem empenhado para apostar num futuro com a mobilidade mais sustentável e livre de emissões.

Há cidades e países, em especial os nórdicos e mais recentemente o Reino Unido, que já manifestaram intenção de banir em certas zonas carros de combustão ou até proibir a venda de veículos novos que não tenham emissões zero dentro de alguns anos.

O estudo divulgado pela Zero indica que entre 2025 e 2027 os automóveis elétricos poderão atingir o mesmo preço dos atuais modelos a combustão e, em 2030, os carros elétricos serão inclusive mais baratos até 18% do que os veículos a combustão.

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Claro que para o consumidor todos estes números só podem ser atingidos e a transição só poderá ocorrer quando a União Europeia e os diferentes países tomarem medidas adequadas a que isto seja uma realidade, nomeadamente, na forma como os utilizadores terão acesso às redes e à energia.

 

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