Renault Cacia irá evitar a emissão de 1,8 mil toneladas de CO2 por ano

Aniversário Renault Cacia
Aniversário Renault Cacia

A fábrica de Aveiro fez 40 anos e vai receber o maior sistema de autoconsumo fotovoltaico de Portugal

A Renault Cacia faz este ano 40 anos e, para marcar a ocasião, a marca francesa organizou um evento onde teve oportunidade de falar sobre o passado, o presente e o futuro da fábrica aveirense.

No evento que decorreu nas instalações de Aveiro estiveram presentes, entre outros, o Diretor Mundial para a Indústria do Grupo Renault e Diretor Geral Grupo Renault Portugal e Espanha, José Vicente de Los Mozos, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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Desde que ligou as primeiras máquinas em 1981 que a Renault Cacia tem atingido vários marcos e conquistado um lugar de destaque na indústria automóvel portuguesa.

Jose Vicente de Los Mozos e Marcelo Rebelo de Sousa (foto: AWAY - Direitos Reservados)

Com um volume de negócios de 213 milhões de euros em 2020, a Renault Cacia é uma das maiores empresas exportadoras do país. É a segunda maior unidade industrial de construtores de automóveis, em Portugal, em número de colaboradores, tendo mais de 1100 pessoas que asseguram uma mão de obra qualificada”, salientou José Vicente de Los Mozos. 

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"Desde 1981 que a Renault Cacia tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento desta região, bem como da economia nacional”, referiu. 

Marcelo Rebelo de Sousa, que também discursou e condecorou um dos trabalhadores mais antigos na unidade fabril com a Ordem de Mérito, não deixou de destacar o papel importante da Renault Cacia após o 25 de abril, afirmando que a abertura da fábrica há quarenta anos “foi um gesto de coragem, de audácia, de visão a longo prazo”.

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Durante a cerimónia, o passado foi enaltecido, mas o futuro não foi esquecido. A Renault tem trabalhado para alcançar a descarbonização e a fábrica em Cacia não foi deixada de parte.

Já no final do ano, vão avançar com a instalação do “maior sistema de autoconsumo fotovoltaico em Portugal, que irá gerar uma autonomia energética de 13 % e evitar a emissão de 1,8 mil toneladas de CO2 por ano”, anunciou o Diretor Mundial para a Indústria do Grupo Renault e Diretor Geral de Portugal e Espanha.

O sistema, que irá ocupar uma área de 46 m2, terá 13 mil módulos com uma potência instalada total de 6 MWp e capacidade de produzir anualmente 8GWh. Com esta instalação, a Renault Cacia reforça o objetivo de se tornar livre de emissões até 2025.

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Durante o evento houve ainda oportunidade de falar sobre os objetivos da Renault para as fábricas a nível Europeu. O Diretor Mundial para a Indústria do Grupo Renault e Diretor Geral Portugal e Espanha admitiu que há já vários projetos pela Europa para tornar as fábricas mais sustentáveis. “Estamos comprometidos com a descarbonização. Queremos ser zero emissões na Europa, até 2030. Em Cacia, até 2025” disse.

Numa altura em que a indústria automóvel se vira para os veículos elétricos e híbridos, é normal que se pergunte qual será o futuro da unidade de Cacia que produz maioritariamente caixas de velocidades JT4 para modelos Renault Clio, Captur e Mégane e Dacia Sandero e Duster.

José Vicente de Los Mozos destacou que a fábrica já produz redutores para caixas de híbridos e que estão a analisar a cadeia de valores para perceber o que mais podem produzir em Aveiro. “Por isso, o know-how técnico da fabrica é importante para se encontrar soluções não muito caras para podermos fazer essas peças”, concluiu.

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Aos jornalistas, o diretor destacou ainda a importância de haver apoios governamentais para a descarbonização em Portugal, admitindo que, de outra forma, será impossível respirarmos ar puro num futuro próximo.

Quando vemos as ajudas a eletrificação que existem em Portugal, estas são menores do que as que existem, por exemplo, em Espanha, França ou Alemanha. (…) Portugal é o país com o parque automóvel mais antigo da Europa. A única forma demonstrada de reduzir as emissões a curto prazo é fazer um plano de renovação”, alertou José Vicente de Los Mozos.

Em entrevista, o diretor ainda referiu como hoje em dia é difícil para o cliente saber por que tipo de veículo optar. “Estão a dizer ao cliente para não comprar um carro de combustível porque amanhã pode ser proibido. Mas se comprarmos um carro elétrico é só para a cidade. Que autonomia tem, quando carrego e quanto tempo carrego? Não há um plano de infraestruturas”, salientou.

Neste momento, a fábrica de Cacia exporta para 12 países em quatro continentes e ganhou destaque pela produção de caixas de velocidades, tendo sido considerada a melhor a nível mundial na produção de caixas de velocidades do construtor francês. De acordo com José Vicente de Los Mozos “em cada Renault que circula no mundo existe pelo menos um componente fabricado em Cacia”.

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