Teste em estrada ao novo Renault Arkana E-Tech Hybrid

Um SUV coupé que de repente faz lembrar um outro de uma marca premium, é uma forte aposta da Renault

Talvez se recorde de a Renault ter anunciado há cerca de dois anos um SUV Coupé para o mercado russo chamado justamente Arkana. Foi, e é, um sucesso, com mais de 30 mil exemplares vendidos em 18 meses.

Mas, se a carroçaria é bastante semelhante esteticamente, o resto é tudo diferente, e, este é o primeiro modelo da marca francesa que utiliza a plataforma CMF-B (a mesma do Clio e Captur) com estas dimensões. Já agora, para além da plataforma é bom dizer que na Rússia elementos de segurança como por exemplo o ADAS nem sequer estão presentes, pelo que nada de mandar vir um Arkana russo...

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O Arkana apresentado apenas para a Rússia em 2019
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Primeiro ponto. Esse mesmo. O Arkana russo nem sequer utiliza esta plataforma, é produzido com a mesma que dá corpo ao atual Dacia Duster. Não é má, claro, mas não é bem a mesma coisa em termos de conforto e potencialidades dinâmicas.

Segundo ponto. O Arkana inaugura uma vaga de ataque do construtor francês que pretende revelar sete novos modelos até 2025. E, logo no arranque, este novo Renault Arkana conseguiu 10 mil encomendas em menos de 3 meses (Portugal incluído).

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Toda a gama Arkana aqui

O modelo que pudemos ensaiar num trajeto misto desde Oeiras, Melides e Lisboa, com auto-estrada, pequeno troço de terra e percurso misto cidade/estrada secundária, foi o Arkana E-Tech Hybrid R.S. Line. Trata-se do mais novo membro da família eletrificada da Renault (que já conta com 8 modelos, incluindo Zoe e Twingo, os 100% elétricos).

Veja aqui o vídeo de apresentação do Renault Arkana
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O E-Tech Hybrid recorre a um motor 1.6 litros de 69 kW (145 cavalos), que é apoiado por dois motores elétricos – um elétrico de 36 kW e outro com função de arranque e gerador de alta voltagem de 15 kW. Mais rolador do que velocista é um motor que ainda assim o irá surpreender pela disponibilidade e conforto de utilização.

A controlar as operações está a caixa de velocidade multi-modo sem embraiagem que a marca indica que suaviza as passagens de caixa. Esta caixa é de facto muito suave em utilização domingueira, mas se necessitar de algo mais expedito não é muito rápida na decisão de passar para outros regimes. Talvez beneficie os consumos, e, na verdade a sigla R.S. na lateral é “design” pois se quer andar mais depressa o modelo é outro!

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A bateria de iões de lítio de 1,2 kWh está localizada por baixo da mala, assegurando uma melhor repartição de peso do conjunto e o motor garante, de acordo com a marca, uma significativa redução de consumo.

No nosso teste, andamos… digamos, sempre um pouco mais depressa do que um teste normal e não iremos tecer comentários sobre os consumos, mas a marca indica 4,9 litros/100 km em ciclo WLTP. Talvez, se não andar como andamos…

Dinamicamente o Arkana é uma boa surpresa. É muito fácil de ganhar alguma confiança e tem um comportamento muito previsível e muito seguro. Com estas lindas jantes a incursão pela areia é mesmo para a fotografia, porque são mais talhadas para o alcatrão, até pelo espetacular efeito do acabamento que possuem. Mas o Arkana, ainda assim, até nem se portou nada mal num pequeno estradão de terra.

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Esta versão R.S. Line é o quarto modelo Renault que a oferece (depois do Clio, Captur e Mégane) e tem inspiração em vários detalhes do icónico Mégane R.S., nomeadamente aqui, na versão ensaiada, a cor laranja “Valência”, aplicações negras e em metal escurecido, tal como a lâmina aerodinâmica inspirada nas soluções da Fórmula 1.

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O sistema de som Bose está presente no E-Tech

O para-choques inclui inserções em vermelho e as jantes apresentam um sombreado exclusivo, na traseira duas ponteiras de escape cromadas e uma embaladeira escurecida dão o toque de desportividade. O emblema R.S. Line na lateral acentua a exclusividade.

No interior os acabamentos a imitar carbono no tablier e revestimentos da porta, a faixa vermelha que percorre a parte superior do tablier e o teto em tecido negro são o cartão de visita da versão, onde não falta ainda os pedais desportivos em alumínio e o comando da caixa específico (e-shifter no caso da versão que aqui mostramos).

Devido às questões relacionadas com a falta de semi-condutores o Arkana irá trazer de início o painel digital e o ecrã central de 7 polegadas, para mais tarde poderá optar pelo ecrã de 10,2 e central com 9,3 polegadas.

A bagageira alcança 480 litros (sensivelmente o mesmo do que por exemplo um Kadjar) e conta com um fundo amovível e cerca de 28 litros de espaços de arrumação no habitáculo.

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O modelo ensaiado tem 480 litros de bagageira, mas, outras versões chegam aos 530 litros

Em jeito de apreciação o novo Arkana, falta referir que o espaço a bordo é uma boa surpresa tendo em conta a linha curva atrás. O espaço para pernas e até em altura é muito bom. Irá surpreender-se, mais do que lhe dizer as cotas, asseguro que dois adultos com 1,75 vão confortáveis atrás (experimentamos!).

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Este, é um modelo que deverá fazer alguma mossa até em outros modelos da marca. O design é claramente bem conseguido e esta versão híbrida não deverá ter problemas em impor-se como a mais vendida da gama.

O novo Renault Arkana E-Tech Hybrid R.S. Line está já disponível a partir de 37.800 euros.

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