Espírito de desafio: A fantástica história de Jujiro Matsuda

  • Redação Autoportal
  • 25 jul, 09:47

O Espírito de Desafio, ou o Espírito Mukainada ainda hoje caracteriza a Mazda e foi criado depois de ter superado inúmeras dificuldades

Quando chegamos ao momento de assistir ao primeiro centenário de existência de uma marca, não há como não querer descobrir um pouco sobre as suas origens. E no caso da Mazda tudo começa com Jujiro Matsuda, nascido em 1875, 12º filho de uma família de pescadores de Mukainada, na Prefeitura de Hiroshima.

Ao contrário do que seria expectável, Jujiro não se dedicou à atividade da família e optou por partir, sozinho e com apenas 13 anos, para a cidade de Osaka, com o objetivo de ser tornar ferreiro. Aos 20 anos de idade inaugurou a sua primeira loja de metalomecânica e onze anos mais tarde, já como engenheiro, registou a patente da “Matsuda-type pump”, uma bomba de água bastante eficaz e que o ajudou a obter algum sucesso.

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De regresso a Mukainada, depois de ter abandonado a sua empresa por não conseguir trazê-la consigo, Matsuda manteve-se no ramo da metalomecânica, levando outra companhia ao sucesso e também a uma grande fortuna. E em 1921, quando foi abordado com o objetivo de revitalizar uma empresa de cortiça, aceitou o desafio e assumiu o cargo de diretor da Toyo Cork Kogyo.

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Para passar da cortiça para os automóveis, o percurso foi tudo menos fácil. Logo em 1925, a fábrica de cortiça sofreu um incêndio que destruiu tudo, mas a energia inabalável de Matsuda e o seu “Espírito de Desafio”, mais uma vez, não esmoreceu. Ao reerguer a fábrica, retirou a palavra Cork do nome e apostou num sector que conhecia muito bem, o da metalomecânica.

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Este, tornou-se rapidamente o maior negócio da empresa, sendo que o primeiro projeto relacionado com o automóvel dava pelo nome de Mazda-Go e era um pequeno camião de três rodas, perfeito para as ruas estreitas da cidade e com inúmeras outras vantagens.

No ano de 1940, no momento em que as dez unidades que eram produzidas diariamente não eram suficientes para responder à procura e que se começava a pensar num carro de quatro portas, teve início a Segunda Guerra Mundial e tudo parou. E depois, cinco anos mais tarde, no dia em que Matsuda completava o seu 70º aniversário, Hiroshima foi atingida por um dos maiores ataques da história.

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Nesse dia, Jujiro estava a caminho da sua fábrica, quando o seu carro foi empurrado para fora da estrada depois da explosão, a cerca de cinco quilómetros de distância. Muitos dos seus trabalhadores perderam a vida, tal como cerca de 80 mil outras pessoas, mas a fábrica da Toyo Kogyo sofreu danos mínimos e foi colocada imediatamente à disposição. Serviu como hospital, camara municipal, esquadra de polícia, tribunal e até como redação de um jornal, sendo que foram muitos dos funcionários da fábrica a ajudar os cidadãos a reunir-se novamente com as suas famílias.

Cerca de quatro meses depois, a fábrica iniciou novamente a produção, e com toda a construção que foi necessária em Hiroshima, o sucesso do pequeno camião de três rodas voltou a colocar a empresa no trilho do sucesso, tal como modelos mais recentes de quatro rodas e, mais tarde, em 1960, um automóvel de passageiros que dava pelo nome de R360 Coupé, um modelo compacto, que chegou à marca de um milhão de unidades produzidas três anos depois do seu lançamento, e duplicou o valor em 1966.

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