BMW não fabricará apenas carros elétricos enquanto não houver infraestruturas

  • Redação Autoportal
  • 26 nov, 10:49
BMW i4 eDrive40 e i4 M50
BMW i4 eDrive40 e i4 M50

Grupo aponta o dedo a países como Itália, pela sua deficiente infraestrutura de mobilidade elétrica atual não permitir estabelecer compromissos mais ambiciosos

A BMW está empenhada no tema da mobilidade sustentável e em reduzir de forma significativa as emissões de carbono na sua atividade. Contudo, o construtor alemão também assegura que não irá abandonar os motores de combustão enquanto alguns países não criarem condições estruturais que levem à melhoria e expansão das infraestruturas de mobilidade elétrica.

Para 2030 o Grupo BMW já tem traçados alguns objetivos: reduzir as emissões de CO2 dos seus veículos em, pelo menos, 40% (desde a obtenção de matérias primas, toda a cadeia de abastecimento, fabrico e fase de utilização do veículo, até à sua reciclagem); aumentar a quota de vendas de veículos elétricos para 50%; tornar as gamas das suas marcas Mini e Rolls-Royce em 100% elétricas.

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Tais compromissos, no entanto, não significam que o construtor abandone a produção de automóveis movidos a gasolina e gasóleo no espaço de 10 anos.

“O crescimento da mobilidade elétrica é o fator mais importante no caminho para uma mobilidade neutra do ponto de vista climático. Mas mesmo nos países industrializados, ainda existe um grande obstáculo: a falta de infraestruturas”, salientou Oliver Zipse, presidente do Grupo BMW.

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Opinião idêntica tem Thomas Becker, vice-presidente para a sustentabilidade e mobilidade do grupo alemão, que recentemente veio apontar o dedo a países como Itália, por serem os responsáveis pelo facto de a transição para a mobilidade elétrica acontecer a um ritmo lento. Ao contrário de marcas como a Mercedes-Benz, a Volvo e a Ford, que se comprometeram a vender apenas veículos elétricos até 2040, através de um acordo assinado na cimeira do clima COP26, o Grupo BMW não está disponível para estabelecer tais compromissos.

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Becker salientou o que está a ser feito em alguns países como os Países Baixos ou a Noruega, nos quais existem cerca de sete a nove estações de carregamento público por cada 1.000 veículos - o que o leva a antecipar que o grupo só irá vender veículos elétricos aí. Ao contrário, dá os exemplos de Itália, Roménia e República Checa, como países nos quais a infraestrutura que permite a utilização de automóveis elétricos ainda é muito deficitária.

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Para o responsável pela área de sustentabilidade do Grupo BMW, este cenário verifica-se porque há uma falta de liderança política por parte dos governos locais e nacionais. Na sua opinião, a possibilidade de eletrificar totalmente a gama de veículos BMW existe, mas para que tal aconteça é necessário que sejam criadas condições estruturais, que extravasam a esfera de competências da empresa.

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